Saturday, November 25, 2006

Cuidado...

com o que você deseja.

Fase 1: Tá na hora de você superar. Já faz tanto tempo.
Fase 2: Eu tava no fundo do poço, tive que chegar lá para me elevar.
Fase 3: Eu ainda quero você. Mas não agora.
Fase 4: Não tente jogar fora nossa felicidade! Você tá errada.
Fase 5: Você tá conseguindo estragar oque a gente teve.
Fase 6: Você não me acrescenta em nada, cansei tchau.

Uma hora a pessoa reage. E sem essa de finalmente alcancei meus propósitos, você certamente passou dos seus propósitos. Mas tem certeza que aquilo que você disse que queria era o que você realmente esperava que acontecesse?
Além de qualquer tentativa de compreensão, tem pessoas que discursam uma coisa e agem até conseguir.
Mas sempre é essencial saber que os meios tem outras consequências além do fim. Não se passa um ano inteiro pisando em alguém para depois serem bons amigos. Não tem como passar meses batendo o pé e dizendo que não mudou de idéia, e depois dizer que era só para machucar. Se era conseguiu, se não era, conseguiu também.

Friday, November 24, 2006

Esse Kant ainda me mata...

Ahhh, finalmente um novo post! Fundamentado por Kant ainda por cima, veja só. Não é que ele serviu para alguma coisa? O post vai ser bem mais curto do que eu gostaria, porque o filósofo supracitado me toma mais tempo do que eu gostaria. E por obrigação, ainda...
Mas enfim, a felicidade!!! Ahhh, a felicidade!!! Que ética utilitarista que você tem, hein, Amanda? É só esse o objetivo de vida? Ser feliz e satisfazer seus desejos neste mundo? Talvez ler Kant te fizesse bem. "O que permanece estranho aqui é que as gerações passadas parecem cumprir suas penosas tarefas somente em nome das gerações vindouras, preparando para estas um degrau a partir do qual elas possam elevar mais o edifício que a natureza tem como propósito, e que somente as gerações posteriores devam ter a felicidade de habitar a obra que uma longa linhagem de antepassados (certamente, sem esse propósito) edificou, sem mesmo poder participar da felicidade que preparou.", responderia Kant. Sim, a felicidade está sendo preparada ainda, não iremos alcançá-la.

Agora, vou justificar o meu tom um pouco mais ácido com a passagem que mais me motivou até hoje a escrever neste blog, até porque me remete ao início dele: "Agradeçamos, pois, a natureza pela instabilidade, pela vaidade que produz a inveja competitiva, pelo sempre insatisfeito desejo de ter e também dominar! (...) O homem quer a concórdia, mas a natureza sabe o que é melhor para a espécie: ela quer a discórdia!"

Lembrando que chegamos ao fim do ano e a Amanda vai ter mais meio ano para desmoralizar o Wolton perante a minha pessoa. Caso o contrário ocorra, ela pode ir preparando a camiseta "I surrender!" e os aplausos de pé que dará a mim em minha banca.

Bibliografia:
KANT, Immanuel. Idéia de uma história Universal de um ponto de vista Cosmopolita.
OLIVEIRA, Carolina Sartor de. Ensaio Empírico Sobre as Discordâncias Modernas.

Charada final: qual das duas publicações acima é uma farsa?

-----Pensamento final: Nada existe, sua imaginação é que é muito fértil-----

Thursday, November 23, 2006

Sobre a felicidade

O que é a felicidade se não um objetivo para maioria, e uma realidade para poucos?

É tipo dinheiro, mais pior. Porque não existe loteria para ganhar felicidade. Não dá para trabalhar o mês inteiro e receber felicidade todo dia 5. Você não acha uma moedinha de felicidade no chão de vez em quando.
É tipo religião, mais pior. Porque mesmo quem é ateu acredita nela. Porque mesmo quem é contra, no fundo quer ter. É mais dogmático que Deus, porque se você diz que não acredita em Deus as pessoas se chocam mais acham que um dia você toma jeito. Experimente dizer que não é seu objetivo de vida ser feliz, as pessoas vão querer te internar.
Você pode ter amor e não ser feliz.
Pode ser uma pessoa maravilhosa e não ser feliz.
Pode ser eficiente.
Pró ativo.
Pode aproveitar as oportunidades.
E viver intensamente...
Ter uma vida equilibrada.
Ter muitos amigos, uma família amorosa...

E ainda sim não ser feliz.

Sunday, November 19, 2006

A folha em branco. A tela vazia. O siêncio. as vezes a inspiração se vai... as palavras se esvaem...

Tuesday, November 07, 2006

Flores e Pedras

Enquanto ele falava de flores, ela falava de pedras.
Ele reclamou, não gostava de pedras, elas são duras. Ela reclamou: flores eram efêmeras.
Por isso não se falam mais.
Apesar de todo o orgulho, ela ouvia, e ele não sabia, e também por isso não fala mais com ela. Ela falava, e ele achava que só ele tinha razão, mas tudo bem porque agora ela nada tem a lhe falar.
O problema é que pedras apesar de poderem virar lindas esculturas, seriam sempre pedras. Flores desabrocham e se vão, se transformam, depois da perfeição. Pedras demorarão milênios para virar algo diferente. E flores tem em si o poder de desabrochar e finalmente transcender. E ela sempre soube disso. E ela chora, não pela voz que não chega, mas porque pedras demoram milênios para mudar.
E ela, ela era uma pedra, dura, e fria, e estável, e presa à terra. E pedras, pedras demoram milênios para mudar.