Túmulos solitários
Devo começar dizendo que esse post foi inspirado pelo livro Quando Nietzche chorou, não inteiramente lido ainda por essa que escreve, inclusive não inteiramente apreciado, mas relativamente bem cotado.
Voltemos ao tema:
Túmulos solitários
Foi bom começar o post tão pouco poeticamente. Por que túmulos e cemitérios são poeticos, e é tocantemente triste um enterro, dependendo do enterro, brutalmente triste e seco, como um tapa na cara.
É tentador ao morrer ser enterrado. Um lápide, familiares visitando, flores, homengens, ritos que auxiliam os vivos. É tentador deixar algum conforto para os próximos, e uma marca eterna para si. E eis que entrou em cena o tal do livro, e ele veio e disse que os verdadeiramente mortos são aqueles que já morreram há tanto tempo que nenhum vivo os conheceu.
São os túmulos solitários. Ou também esse nome é poetizar a morte? Só é solitário quem sente solidão, e túmulos, túmlos não os possuem, cadáveres não os possuem. Cadáveres é bom, é um termo frio, ajuda na desvinculação. E acaba com nossa pretensão de esticar por mais uma década ou duas nossa passagem pela terra.
Me sinto idiota falando sobre isso, pois veja bem, se um familiar meu morresse, eu gostaria que ele fosse enterrado. E quando eu morrer, é triste demais imaginar meu corpo simplesmente sendo queimado e deixando de existir completamente. Do pó ao pó. Mas não será pior, para nossos egos, mais uns anos, e também nosso túmulos se destruindo, sem cuidados, visitas, flores, a foto amarelada, a lápida perdendo os escritos, o granito rachando. Decadência.
Não tem como tornar a morte menos fatal para a vida! Não é exatamente isso que fazemos com todos os ritos, e missas, fotos, vídeos, filhos: continuar lembrando a falta que nós fazemos, até simplesmente não fazermos falta à ninguém?
Somos absurdamente insiginificantes, e absolutamente determinantes. E eu definitivamente poderia tentar explicar essa frase, mais isso seria me posicionar quanto a algo para qual não tenho resposta, fica ambígua e em aberto. Só por favor, não interpretem como uma contradição. Não é nosso ego que nos torna absolutamente determinantes, é pura e simplesmente o que é feito da nossa existência enquanto a temos.
Voltemos ao tema:
Túmulos solitários
Foi bom começar o post tão pouco poeticamente. Por que túmulos e cemitérios são poeticos, e é tocantemente triste um enterro, dependendo do enterro, brutalmente triste e seco, como um tapa na cara.
É tentador ao morrer ser enterrado. Um lápide, familiares visitando, flores, homengens, ritos que auxiliam os vivos. É tentador deixar algum conforto para os próximos, e uma marca eterna para si. E eis que entrou em cena o tal do livro, e ele veio e disse que os verdadeiramente mortos são aqueles que já morreram há tanto tempo que nenhum vivo os conheceu.
São os túmulos solitários. Ou também esse nome é poetizar a morte? Só é solitário quem sente solidão, e túmulos, túmlos não os possuem, cadáveres não os possuem. Cadáveres é bom, é um termo frio, ajuda na desvinculação. E acaba com nossa pretensão de esticar por mais uma década ou duas nossa passagem pela terra.
Me sinto idiota falando sobre isso, pois veja bem, se um familiar meu morresse, eu gostaria que ele fosse enterrado. E quando eu morrer, é triste demais imaginar meu corpo simplesmente sendo queimado e deixando de existir completamente. Do pó ao pó. Mas não será pior, para nossos egos, mais uns anos, e também nosso túmulos se destruindo, sem cuidados, visitas, flores, a foto amarelada, a lápida perdendo os escritos, o granito rachando. Decadência.
Não tem como tornar a morte menos fatal para a vida! Não é exatamente isso que fazemos com todos os ritos, e missas, fotos, vídeos, filhos: continuar lembrando a falta que nós fazemos, até simplesmente não fazermos falta à ninguém?
Somos absurdamente insiginificantes, e absolutamente determinantes. E eu definitivamente poderia tentar explicar essa frase, mais isso seria me posicionar quanto a algo para qual não tenho resposta, fica ambígua e em aberto. Só por favor, não interpretem como uma contradição. Não é nosso ego que nos torna absolutamente determinantes, é pura e simplesmente o que é feito da nossa existência enquanto a temos.
