Friday, June 30, 2006

Prova irrefutável da Pira!

A prova definitiva de que campari realmente é uma pira transcendental.

http://www.youtube.com/watch?v=Tc3p3MFIJ3A

E porque isso é uma prova???
Olha o que eles aprovaram? Olha a imagem de marca que eles tão cosntruindo!

Tuesday, June 27, 2006

Pira trascendental musical

Inaugurando a série "pira ranscendental musical" profetizada pela Amanda, vou postar uma música que eu gostaria de ter escrito. Na verdade não gosto muito de postar letras de música, porque sem a melodia elas não são as mesmas. Mas vou abrir algumas exceções no decorrer da existência deste blog, e esta é uma delas.
A banda, INXS. A música, Mediate. Esta faz parte do meu top 10.

MEDIATE (INXS)
Hallucinate
Dessegregate
Mediate
Alleviate
Try not to hate
Love your mate
Don’t suffocate on your own hate
Designate your love as fate
A one world state
As human freight
The number eight
A white black state
A gentle trait
The broken crate
A heavy weight
Or just too late
Like pretty kate has sex ornate
Now devastate
Appreciate
Depreciate
Fabricate
Emulate
The truth dilate
Special date
The animal we ate
Guilt debate
The edge serrate
A better rate
The youth irate
Deliberate

Fascinate
Deviate
Reinstate
Liberate
To moderate
Recreate
Or detonate
Annihiliate
Atomic fate

Mediate
Clear the state
Activate
Now radiate
A perfect state
Food on plate
Gravitate
The earth’s own weight
Designate your love as fate
At ninety-eight we all rotate

Hallucinate
Dessegregate
Mediate
Alleviate
Try not to hate

Love your mate
Don’t suffocate on your own hate
Designate your love as fate
A one world state
As human freight
The number eight
A white black state
A gentle trait
The broken crate

A heavy weight
Or just too late
Like pretty kate has sex ornate

Now devastate
Appreciate
Depreciate
Fabricate
Emulate
The truth dilate
Special date
The animals we ate
Guilt debate
The edge serrate
A better rate
The youth irate
Deliberate
Fascinate
Deviate
Reinstate

Liberate

Monday, June 26, 2006

Esse tal de amor...

Cara Caro,

Apesar das inúmeras, quase infinitas, comparações que podem ser traçadas entre drogas e amor, devo colocar aqui uma diferença que imagino ser a maior delas.
A Droga ainda não é uma convenção social ainda.

Sim sim, a primeira vista parece absurdo falar isso. Mas no Séc. XVII a convenção social era a aparência e se deixar levar pelo amor era simplesmente errado. Não preciso explicar para você o porquê desta afirmação, mas nem todo mundo se interessa por Estética, então vou esclarecer este ponto. O período Setecentista ainda era marcado pelos valores da Aristocracia, da Nobreza, onde a aparência e o casamento por interesse eram muito comuns, com a ascenção da Burguesia, era preciso uma justificativa para casamento entre pessoas de classes diferentes. Acho que não preciso falar que naquela época isso era um tabu. Eis que foi construido a idéia de arrebatamento amoroso, de amor com discurso de superioridade em relação às convenções sociais tradicionais, o amor como a coisa mais preciosa e forte, e incontrolável.
Talvez um dia se deixar levar pelas drogas seja certo. Talvez um dia aprender com elas seja certo. Afinal elas já tem fama de fortes e incontroláveis.
O amor erótico não é apenas legalizado, ele é necessário, é parte da sociedade. Eis que vamos às origens dos diferentes significados da palavra amor, em grego existem duas palavras diferentes para amor: Eros e Agape.
Eros era o desejo pelo belo, pelo perfeito, pelo conhecimento, a sede, o ímpeto, a vontade de se aventurar rumo à elevação espiritual, e que hoje em dia por falta de criatividade, se refere somente ao sexo, amor entre homem e mulher.
Agape é a devoção, o auto-sacrifício, compaixão. Está lançada a questão de como se deve encarar um relacionamento.
O amor é um vício, é uma descarga química, e como todo elemento que seu corpo costuma produzir, quando ele falta dói. Crise de abstinência. Mas estar viciado em algo bom, sempre produzir substâncias que te fazem se sentir bem é errado? Nunca ouvi um conselho médico como: "Céus, pare de produzir serotonina! Você tá muito feliz! Assim não dá."
Além do mais você pode aprender com ele. É como você olha pro amor, que é o problema, e não ele. Tem gente que após tomar MDMA fica depressivo, tem gente que aprende a tentar enxergar beleza em tudo.
Então se esbalde no amor, curta seu vício. Afunde nele, porque amor é ar, e não terra e água misturada. Flutue nele com uma trilha sonora mais feliz que essa. E se o chão chegar, levante-se. Mesmo com os pés lá saiba que não é onde sua mente está.
Agora uma música, mostrando que o que o amor contém de mais insano, é na verdade é o que temos de mais são. Loucura de ver onde todos viriam rejeição, esperança. Que sua essência é o desparate!

Lily, my one and only
I can hardly wait till I see her
silly, I know i'm silly
cause I'm hanging in this tree
in my hopes that she will catch a glimpse of me
and thru her window shade
I watch her shadow move
I wonder if she.......?
Lily, my one and only
love is in my heart and in your eyes
will she or won't she want him
no one knows for sure
but an officer is knocking at my door
and thru her window shade
I watch her shadow move
I wonder if she could only see me?
and when I'm with her I feel fine
If I could kiss her I wouldn't mind the time it took to find
my Lily, my one and only
I can hardly wait till I see her
oh Lily, I know you love me
cause as They're draggin me away
I swear I saw her raise her hand and wave (goodbye)

Smashing Pumpkins - Lily (My One And Only)

Espero que se a tristeza não consegue sobrepujar suas barreiras, que as lágrimas de felicidade sejam mais fortes! E aproveite seus deleites e delírios, mesmo que eles possam ser paraísos artificiais. Porque não há nada mais artificial que convenções sociais. Amor, simplesmente não é isso. Amar não é estar viciado em algo que alguém causa, é simplesmente o vício de estar no sublime, e não é preciso de ninguém para despertar isso você. Mas se agora você está viciada em tristeza, troque o cd e escute Bodies.

Essa pira transcendental chamada amor

Sem fazer distinção entre paixão e amor (apenas considerando paixão como amor intenso e efêmero), inicio este post.
Não é de hoje que vêm as comparações entre droga e amor, e cada vez mais me convenço de que esta é uma das relações mais óbvias que existem no mundo.
Amor causa dependência. Desde que começamos a amar, dependemos da pessoa amada, de sua felicidade para estarmos felizes, de seu bom humor para estarmos bem-humorados, de seu carinho para nos sentirmos bem. A sensação boa vem, como uma droga experimentada pela primeira vez: intensa e com duração limitada. Até a primeira briga, tudo está bem... e eis que se acaba o efeito desta droga chamada amor. E se tudo mais dá errado, se o caminho necessário é deixar tudo para trás, quem ama é como um alcoólatra em recuperação, que se desespera ao ver um copo sem poder tocá-lo, que sofre ao ter que evitar o primeiro gole. O certo é tomarmos a bebida, não nos deixarmos tomar por ela; o certo é tomarmos o amor, sem nos deixarmos tomar por ele.
Para ilustrar, vou postar aqui uma música do The Cure chamada "From the Edge of the Deep Green Sea". Ela fala sobre a conturbada relação de uma pessoa com as drogas, mas para os mais desavisados, exceto por uma frase ("how much more can I use it up/drink it dry/take this drug"), poderia ser interpretada como uma complicada relação de amor.

FROM THE EDGE OF THE DEEP GREEN SEA (The Cure)
Every time we do this
I fall for her
Wave after wave after wave
It's all for her
"I know this can't be wrong" I say
(And I'll lie to keep her happy)
"As long as I know that you know
That today I belong right here with you"

Right here with you...

And so we watch the sun come up
From the edge of the deep green sea
And she listens like her head's on fire
Like she wants to believe in me
So I try
"Put your hands in the sky
Surrender
Remember
We'll be here forever
And we'll never say goodbye... "

I've never been so
Colourfully-see-through-head before
I've never been so
Wonderfully-me-you-want-some-more
And all I want is to keep it like this
You and me alone
A secret kiss
And don't go home
Don't go away
Don't let this end
Please stay...
Not just for today...

"Never never never never never let me go" she says
"Hold me like this for a hundred thousand million days"
But suddenly she slows
And looks down at my breaking face
"Why do you cry?
What did I say?"
"But it's just rain" I smile
Brushing my tears away...

I wish I could just stop
I know another moment will break my heart
Too many tears
Too many times
Too many years I've cried over you

How much more can we use it up?
Drink it dry?
Take this drug?
Looking for something forever gone
But something we will always want...

"Why why why are you letting me go" she says
"I feel you pulling back
I feel you changing shape"
And just as I'm breaking free
She hangs herself in front of me
Slips her dress like a flag to the floor
And hands in the sky
Surrenders it all...

I wish I could just stop
I know another moment will break my heart
Too many tears
Too many times
Too many years I've cried for you
It's always the same
Wake up in the rain
Head in pain
Hung in shame
A different name
Same old game
Love in vain
And miles and miles and miles and miles and miles
Away from home again...

O amor é uma droga (!), legalizada e legal.

Friday, June 23, 2006

Para o corrido dia de hoje, uma pira trancedental light, o conceito de estado em Weber...

O Estado é a instituição que detém o monopólio do uso válida da violência.

Pergunta não tão light... Quais as implicações disso?

Thursday, June 22, 2006

Enquanto isso...


Enquanto a Amanda lê o livro para continuarmos a discussão, vamos retomar outros assuntos.
"Dialética da Pira Transcendental"... Para quem quer saber o que seria a tal da pira transcendental, a explicação está em Serial Lover. Comédia francesa trash, trata de uma mulher que decide, no dia do seu aniversário, reunir seus pretendentes para escolher com qual deles irá se casar.

Perfeito para uma sexta-feira à noite regada a Campari com gelo.
Bom filme!

Wednesday, June 21, 2006

Caro 2 x 2 Amy

Correção de placar. O "juiz de Deus" anulou o gol.

Caro 3 x 2 Amy

Bom, este debate precisa ficar mais sério, Amanda. Eu irei relevar as suas afirmações sobre a falta de dialética no Wolton, não somente porque EXISTE DIALÉTICA em tudo que ele propõe, mas principalmente porque você não leu o livro.
Por melhor que eu tenha sido ao te passar as idéias dele, isso não vai substituir sua leitura.
Cansei de achismos.

Tuesday, June 20, 2006

Amy 2 x 1 Caro

Me pergunto o que não diria wolton sobre a dialética, já que suas defesas sobre ele sempre falam de uma revolução puxando a outra, e não as duas interagindo. É um preço caro a pagar abrir mão da dialética, que você tanto presa, mas calma isso é mera especulação de uma simples crítica, que concorda com Russel quando ele diz que uma afirmação é verdade, quando há um fato que corresponda a ele no mundo real, e não quando ela está em um livro. Não tenho intenções de desmerecer nosso amigo WoLton, e sua autoridade, portanto manteremos a discussão Wolton (apud Carolina Sartor) x achismos e observação da apocaliptica, anarquica e observadora Amanda, superficial, pois irei ler o livro, e espero ferir Wolton aonde mais lhe dói: no saco. Prometo encher bastante o saco de vocês dois, e buscar na teoria dele brechas, e está é uma questão de vida ou morte, pois se eu descobrir que a teoria da sociedade da informação está errada, lá se vai um ano de estudos. Antes de ataca-lo prometo conhece-lo, em respeito a você Caro e ao trabalho que ele teve para escrever o livro, espero criar algum respeito por ele, a quem não conheço, mas não pretendo me curvar á sua autoridade, somente ao brilhantismo, se este existir. Vou tornar nossa aposta pública, e propor um revisão dos tratos, quem ganhar será aplaudida pela outra de pé no final da defesa da banca, com uma camiseta escrita I surrender. Que comece a disputa.

Caro 1 x 0 Amy

Proponho aqui um debate "revolução técnica x revolução histórica-social-cultural". Sou da mesma opinião de Dominique Wolton, que em seu livro "Internet, e depois? Uma teoria crítica das novas mídias" admite que a revolução não parte da técnica, e sim de transformações culturais, sociais e históricas. Mas parece que você, Amanda, não. Proponho que você leia o livro antes de continuar este debate; caso contrário, corre o risco de ser destruída no âmago de sua inteligência, no cerne de toda sua sapiência, e de ser motivo de piada em rodas intelectuais. Sugiro também que você retire o manto anárquico que envolve seu ser e que traz como conseqüência esta revolta e esta dificuldade em aceitação de intelectualidades superiores* (talvez não superiores em termos de competência, mas em termos de vivência e sabedoria).
* refiro-me à intelectualidade dos autores que cito.

Por fim, quero esclarecer que as ofensas não são pessoais, são apenas um artifício para você responder (e logo!) este post. Acho que vai funcionar (e espero que funcione).

E um viva à dialética, razão da existência deste blog! VIVA!!!

Monday, June 19, 2006

Nova casinha

Mudança de endereço: noued (www.noued.weblogger.com.br) virou dialética transcendental. Motivo: o weblogger não era bom, não recomento.
Para entender a filosofia deste blog, é só entrar no noued. Lá explica tudo e, se tiver sorte (ou azar), você vai conseguir visualizar todos os posts e todas as discussões entre mim e Amanda.
Vamos iniciar este novo blog com uma nova discussão, que está na seqüência.